Projeto Curricular de Escola


INTRODUÇÃO

O Projeto Curricular (PC) do Externato Nossa Senhora do Rosário visa dar a conhecer a forma de concretização do Projeto Educativo, no ano letivo 2020-2021, no que às prioridades de intervenção apresentadas respeita, na esteira do Projeto Pastoral – “Escuta! E levanta-te”, na pragmática de uma Escola Católica, Salesiana, no âmbito do desenvolvimento de projetos e ações, com base num trabalho colaborativo, com espaços de trabalho interdisciplinar, com definição de objetivos de aprendizagem por disciplina, por turma, por ano e por ciclo, tendo como âmago educar evangelizando, evangelizar educando.

Os tempos são de oportunidade e, concomitante, responsabilidade, implicando-nos e apelando a que sejamos capazes de olhar, para vermos e escutarmos, e, assim, planificarmos a mudança do papel da Escola na vida dos nossos alunos e, consequentemente, o papel do professor no processo de ensino e no de aprendizagem.
Herdámos um carisma, uma educação que tem em Jesus o seu propósito, caminho e finalidade. Se há dois séculos, educar com os valores cristãos salvou muitos jovens de Turim, hoje, constrói caráter e forma “bons cristãos e honestos cidadãos”.

O Projeto Pastoral é na pragmática do dia a dia o orientador das ações de Escola e o eixo vetorial que guia as aprendizagens do ser, na perspetiva da educação integral da pessoa.

I. OPÇÕES E PRIORIDADES

As opções e prioridades têm em conta o Projeto Educativo e os documentos curriculares de referência, designadamente as Aprendizagens Essenciais de cada disciplina, sabendo-se que na autonomia consignada à Escola se definem Planos de Estudo por disciplina e se operacionaliza a articulação curricular ao nível do Projeto Curricular de Ano/Turma, com base no Projeto Pastoral, em específico na transversalidade impressa na nova área disciplinar de EMRC na Cidadania no 2.º e 3.º ciclos. Na assunção da nossa missão evangelizadora, enquanto escola católica, a referida área disciplinar promove a responsabilidade social de cidadania ativa à luz do Evangelho, com uma componente de Cidadania e Desenvolvimento e de Formação Salesiana, no conhecimento de si mesmo e da responsabilidade de sermos cristãos, sabendo-se que no 3.º ciclo, as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) integram a área de Educação Moral e Religiosa Católica na Cidadania, numa perspetiva de gestão integrada dos saberes, para a mobilização autónoma e intencional.
No 2.º ciclo, criou-se uma outra área disciplinar – Área Experimental – tendo como disciplinas estruturadoras Matemática, TIC e Ciências Naturais, privilegiando o trabalho prático, colaborativo, com vista ao desenvolvimento do espírito crítico e criativo e raciocínio e resolução de problemas, em correlação com as disciplinas de Educação Visual e Educação Tecnológica.
Na reflexão de que a mudança é um caminho a percorrer, desenhámos um périplo no ENSR, que se encetou de forma pragmática numa perspetiva crítica de que o trabalho na Escola tem que passar por um processo de ensino/aprendizagem interdisciplinar, em que se definiu, de acordo com o Projeto Educativo e PC, as competências a privilegiar e os objetivos de aprendizagem para cada turma e ano, independentemente da didática e dos objetivos específicos de cada disciplina.
Com base neste propósito, pensou-se um trabalho de planificação interdisciplinar, em que se cruzaram aprendizagens essenciais e se definiram as competências a privilegiar e a desenvolver e as metodologias, atividades e estratégias a percorrer no pressuposto definido de operacionalização do perfil de competências que se pretende que os alunos desenvolvam como alunos do ENSR.
Após diálogo, reflexão e tratamento das respostas dadas pelos alunos, pais/encarregados de educação e docentes, verificou-se que todos estavam disponíveis para a mudança e a consideravam necessária, ressalvando-se que para que tal acontecesse, seria necessário e imperativo mudar as metodologias de sala de aula e, consequentemente, a forma como a avaliação deve ser preconizada, envolvendo os alunos na mesma, com o objetivo de realização de aprendizagens mais significativas e o desenvolvimento de competências mais complexas, que pressupõem tempo para a consolidação e uma gestão integrada do conhecimento, valorizando os saberes disciplinares, mas também o trabalho interdisciplinar, diversificando os procedimentos e instrumentos de avaliação.
À data, num contexto muito especial, um vírus tirou-nos do ensino presencial e colocou-nos, praticamente em 48 horas e por situação de emergência, no acompanhamento pedagógico à distância. Organizámo-nos, estruturámo-nos e reagimos bem ao desafio, enveredando pela avaliação formativa, centrada na autorregulação do processo de aprendizagem.
Quase três meses depois desta experiência, conseguimos reconhecer muitas aprendizagens que estamos a fazer, tanto na nossa vida, como na nossa prática educativa, designadamente a mais-
-valia para as aprendizagens e, consequente, sucesso dos alunos, numa perspetiva de flexibilização da gestão curricular, com vista à dinamização de práticas, em que se privilegiam espaços de colaboração, com objetivos de aprendizagem, operacionalizando uma pedagogia diferenciada e diferenciadora. O grande desafio neste momento é antecipar e preparar o novo ano numa nova forma de educar presencialmente, dado que nada voltará à antiga normalidade.
É uma etapa oportuna, pois podemos verificar que não podemos persistir nos mesmos métodos e metodologias e, portanto, tem que haver uma nova conceptualização da avaliação- o caminho que escolhemos percorrer e que considerámos ser a chave da mudança.

Assim sendo, perspetiva-se um redesenhar de processos, ambientes, metodologias, nos princípios para a mudança subjacentes ao Projeto Educativo, pois quer-se e crê-se ser o caminho para a mudança para o ano letivo 2020-2021 no ENSR.

Princípios para a mudança

1. Educação integral, em consecução da missão do ENSR- Escola Católica, Salesiana – formar “Bons cristãos e honestos cidadãos!”
2. Integração no dia a dia do desenvolvimento do perfil do aluno à saída do Externato Nossa Senhora do Rosário, num conhecimento da Mensagem Cristã, em interdependência com os objetivos/contéudos/aprendizagens essenciais das disciplinas – áreas disciplinares.
3. Perfil do aluno à saída do ENSR: “um aluno do ENSR deve ser aberto aos valores humanos, cristãos e salesianos; desejar crescer na corresponsabilidade, respeito e partilha; ser capaz de se comprometer, de acordo com a idade, numa cidadania ativa e ter desejo de crescer nos seus conhecimentos, empenhando-se no processo de aprendizagem.”
Projeto Educativo, ENSR, 2019- 2022

4. Mudança de paradigma do processo de ensino-aprendizagem: estratégias e metodologias centradas no desenvolvimento de aprendizagens/competências, em consecução do perfil do aluno ENSR, com primazia para a avaliação formativa- avaliação para a aprendizagem.
Neste contexto de mudança, no ano 2020/2021, as ações de Escola terão como núcleo o tema Pastoral do ano “Escuta! E levanta-te”, inspirado no mandato explícito e direto de Jesus “eu te digo, levanta-te!” (Lc 7,14) e que serve de tema para a JMJ 2020, exortando os jovens a deixarem-se tocar pela força de Jesus ressuscitado.
Todas as ações educativo-pastorais visam dar resposta ao aprofundamento de cinco dimensões: humana/psicológica, bíblica, carismática, educativo-pastoral e pedagógica, que constam no Projeto Pastoral.
O lema proposto pela Pastoral Juvenil Salesiana convida-nos a centrarmo-nos na capacidade de estarmos conectados connosco, com os outros e com Deus, na Escuta da Sua Palavra.
Jesus ensinou-nos o valor da escuta ao longo da sua vida. Antes de iniciar a sua missão, passou quarenta dias no deserto escutando e dialogando com Deus. Em muitas circunstâncias da sua missão repetia os momentos de escuta do Pai. Nas interações com as pessoas sabia ouvi-las, compreendê-las e ler os seus corações. Era um comunicador, pregador incansável, sábio ao silenciar e ao escutar.
O verdadeiro diálogo é permeado pela capacidade de Escuta. Um silêncio compreensivo faz-se presente, ativo e não interrompe a cada instante, coloca-nos numa sintonia capaz de ajudar a crescer, a conhecer, a descobrir, a explorar. O silêncio pede espaço, a Escuta pede disponibilidade e convoca ao compromisso e à elevação, implicando a capacidade de sintonizar as necessidades veiculadas pelo outro, o que significa conhecer o outro, aceitá-lo, acolhê-lo, hospedá-lo, verdadeiramente.
Assim, no acolhimento, escuta, motivação, conhecimento do aluno e “espírito de família” do nosso ambiente educativo está o caminho traçado no ENSR para o crescimento e desenvolvimento da pessoa.

1.1. Pré-escolar e Ensino Básico – 2.º e 3.º ciclos

Na Pré-escolar, a prioridade de intervenção ao nível das competências é desenvolver a autonomia, o pensamento crítico e o espírito de colaboração.
Visa-se:
• Promover desenvolvimento pessoal e social da criança com base em experiências de vida democrática, numa perspetiva de educação para cidadania.
• Fomentar a inserção da criança em grupos sociais diversos, no respeito pela pluralidade das culturas.
• Estimular o desenvolvimento global da criança no respeito pelas suas características individuais.
• Proporcionar à criança ocasiões de bem-estar e de segurança, nomeadamente no âmbito da saúde individual e coletiva.

Estes fundamentos e princípios educativos, em articulação com o Projeto Pastoral – “Escuta! E levanta-te.”, visam uma perspetiva que incluam oportunidades educativas de forma a criarem as condições necessárias para a criança transitar com sucesso para a etapa seguinte. No respeitante aos valores, as prioridades são: aprender a escutar Jesus; a atenção ao outro; o conhecer-se a si mesmo, através do conhecimento de Jesus e de sua Mãe Maria, para dar o melhor de si. No respeitante aos valores, as prioridades são: a atenção ao outro; o conhecer-se a si mesmo, através do conhecimento de Jesus e de sua Mãe Maria, para dar o melhor de si, o que nos leva a aprender a escutar Jesus.

No 2.º e 3.º ciclos visa-se:
• Desenvolver o espírito crítico.
• Assumir uma cultura de valores, assente numa visão cristã da vida.
• Abrir-se aos valores humanos, cristãos e salesianos.
• Desenvolver o gosto pela aprendizagem.
• Assumir um espírito de solidariedade e partilha.
• Desenvolver a autonomia.
• Mobilizar conhecimentos adquiridos.
• Apreender regras de trabalho colaborativo.
• Expor uma opinião, devidamente fundamentada.
• Exprimir-se criativamente.
• Vivenciar experiências cultural e socialmente enriquecedoras.
• Participar em ações promotoras de cidadania ativa.
• Aculturar-se de regras de convivência social.

1.2. Organização das Aprendizagens

No contexto de autonomia, mas tendo em conta o consignado na LEI, na Pré-escolar, as aprendizagens iniciam em cada dia no momento do Bom-Dia: tempo de reflexão e de oração. A aprendizagem da Expressão Musical é dinamizada por uma Professora de Educação Musical de 2.º ciclo e tem como objetivo proporcionar experiências musicais em grupo e o desenvolvimento da expressão/percussão corporal, para a concretização de ações trimestrais de Festas abertas ao público: Natal, Gratidão e finalistas. A aprendizagem do Inglês é iniciada aos 3 anos, também por uma professora de 2.º e 3.º ciclos e tem como base o recurso a jogos interativos áudio e vídeo. A expressão físico-motora é orientada pelas educadoras de infância em colaboração com o departamento de Educação Física.
No 2.º e 3.º ciclos, a matriz curricular visa, sobretudo, espelhar o que é o Ser em Educação do ENSR: educar evangelizando e evangelizar educando e, portanto, ser um passaporte para que no dia a dia se possa operacionalizar o Projeto Educativo.
Assim sendo, pensou-se em espaços colaborativos, estes, efetivamente, proporcionadores de aprendizagens, em que se desenvolvem capacidades e conhecimentos que nos acompanham e nos distinguem.
No âmago da matriz curricular, em específico na criação de áreas disciplinares está a concretização do Projeto Educativo, com a atualização de metodologias de ensino, impulsionadoras de aprendizagens significativas, em que a integração de saberes específicos das disciplinas, embora únicos, sejam integrados e integradores.
Diminuíram-se, deste modo, o número de disciplinas e carga letiva, em favorecimento do trabalho interdisciplinar/prático das mesmas, que, na perspetiva da comunidade educativa, é uma mais-valia inquestionável.
As atividades de complemento educativo pretendem desenvolver nos alunos o contacto com o meio no âmbito de uma aprendizagem prática do ponto de vista técnico e/ou social, para promoção pessoal do aluno e desenvolvimento de preferências pelo saber em experiência.

Fundamentação da criação das áreas disciplinares

Educação Moral e Religiosa Católica na Cidadania
EMRC sendo a disciplina estruturante e estruturadora de uma área disciplinar, com a carga letiva de 150 minutos por semana, acrescenta valor no que é o seu contributo para a formação do aluno, a par de que esta integração pressupõe o uso de metodologias ativas que não só informam os alunos, mas formam-no na e para a disciplina e interdisciplinarmente. Considera-se que esta opção curricular é uma valorização da disciplina e, concomitantemente, uma forma de demonstrarmos que assumimos a nossa missão – a Escola que somos – uma escola católica, salesiana, em que se quer formar “bons cristãos e honestos cidadãos”.
Assim sendo, em temos práticos, foi elaborado um plano de estudo estruturado com base nas aprendizagens essenciais de EMRC e complementadas com as das outras disciplinas, designadamente com as de Formação Salesiana e de Cidadania e Desenvolvimento, que deste modo, visam a construção do Perfil do aluno do ENSR, a par das disciplinas de complemento à educação artística: Música no 7.º ano, Educação Tecnológica no 8.º e 9.ºanos, e as TIC do 7.º a 9.º ano.
Portanto, no âmago está a EMRC que enriquece a formação dos alunos, dando o mote para todas as atividades, que têm por base objetivos de aprendizagem específicos da didática da disciplina, com o contributo de uma possibilidade de um contínuo de formação-reflexão, assente em metodologias ativas que geram aprendizagens significativas e formam ao discernimento e ao contributo que cada aluno pode dar à sociedade como cristão e a mais-valia de conhecer, para poder discernir, acolher e valorizar a presença de Deus na sua vida, no dia a dia, como pilar da sua formação como pessoa, numa vivência do Projeto Educativo consubstanciada nas práticas de sala de aula no desenvolvimento do espírito crítico e criativo.

Área Experimental – 2.º ciclo
Esta área está concebida como um momento no currículo de 100 minutos por semana, em que o trabalho interdisciplinar entre as disciplinas de Matemática, TIC e Ciências Naturais é efetivo, numa assunção de trabalho prático, colaborativo, na prossecução dos objetivos de aprendizagem.
Concebe-se esta área como um lugar de desenvolvimento de espírito crítico e criativo e raciocínio e resolução de problemas, em correlação com as disciplinas de Educação Visual e Educação Tecnológica.

II. MÉTODOS E ESTRATÉGIAS DE ENSINO E AVALIAÇÃO

2.1. Estratégias de Ensino
O ENSR diferencia-se por um acompanhamento integral aos alunos em todas as esferas hierárquicas da estrutura da Escola, quer do ponto de vista académico, quer na individualidade de cada um, seja na sala de aula, seja nos espaços de intervalo.
Para além das estratégias de sala de aula e das ações de desenvolvimento do currículo em experiência, há toda uma dinâmica de Escola de acompanhamento ao aluno quer por dificuldades de integração, quer por dificuldades específicas das disciplinas (aulas de recuperação), quer por dificuldades ao nível dos métodos e hábitos de estudo (programa de métodos e hábitos de estudo e de apoio tutorial).
O Serviço de Psicologia desenvolve várias atividades com o objetivo de promover a integração escolar e social e a melhoria do desempenho académico dos alunos. Estão programadas intervenções em grupo de caráter universal em anos de transição – promoção da adaptação escolar na transição para o 1.º e 2.º ciclos, dirigido aos finalistas da Pré-escolar e aos alunos de 5.º ano; promoção de métodos de estudo e hábitos de trabalho para alunos de 7.º ano; e o programa de maturidade vocacional para alunos de 9.º ano de escolaridade. No âmbito da prevenção seletiva, serão desenvolvidos programas de aprendizagem socioemocional e um programa de métodos de estudo para alunos de 7.º ano selecionados pelos Conselhos de Turma. Por outro lado, serão realizadas sessões de avaliação psicopedagógica e apoio psicopedagógico individual, bem como várias palestras para pais/encarregados de educação com temáticas associadas às atividades desenvolvidas com os alunos.

Pré-escolar
Na Pré-escolar, há um enfoque na metodologia de trabalho projeto, que visa que a criança seja o centro da aprendizagem e ela própria desenvolva os projetos de acordo com as suas vivências e curiosidades/interesses e haja, simultaneamente, oportunidade de autorregulação e autoavaliação das aprendizagens.
Os encarregados de educação são envolvidos no processo de aprendizagem através do contacto com os trabalhos das crianças constantes no portefólio, com explicação presencial e individual das evidências por parte das Educadoras, designadamente através da tomada de conhecimento dos registos progressivos das aprendizagens.
Há uma participação ativa por parte dos encarregados de educação em diferentes ações, constantes no Plano de Atividades.
Uma atividade de diferenciação pedagógica é a possibilidade de todas as crianças de 5 anos serem avaliadas individualmente pela Psicóloga da Escola, sabendo-se que os pais/encarregados de educação têm conhecimento da mesma, de forma presencial, para poderem intervir e melhor preparar a transição do seu educando para o 1.º ciclo.

2.º e 3.º ciclos
Consideramos que os alunos aprendem de forma mais profícua quando motivados através de atividades que promovam a pesquisa e o trabalho colaborativo, assente numa perspetiva de autonomia e de responsabilidade, numa desenvoltura cultural, literária e desportiva, que lhes permita ultrapassar as dificuldades e traçar objetivos, tendo em conta o seu perfil e a sua faixa etária.
Os docentes desenvolvem estratégias em grupo disciplinar que preveem trabalhos individuais e trabalhos de grupo no seio da sala de aula, com grupos heterogéneos e/ou homogéneos, consoante os objetivos a alcançar e as competências a desenvolver.
As ações de complemento à sala de aula previstas no Plano Anual de Atividades (ida ao teatro, exposições, museus, ciência, contacto com o meio natural do Concelho ou com as estruturas culturais municipais) são organizadas na sua maioria em articulação curricular, em conselhos de ano, com objetivos tangíveis na pragmática das disciplinas, numa planificação integrada de acesso à Cultura.
Todos os alunos têm a oportunidade de esclarecimento de dúvidas de forma individualizada nas disciplinas em que existe aula aberta, um tempo semanal para o efeito, bem como cada aluno tem direito a um ensino diferenciado quer em sala de aula, quer na aula de recuperação das disciplinas, se tiver dificuldades específicas às mesmas, que não sejam devido a atitudes de falta de empenho.
Existe ao dispor dos alunos a plataforma “Escola Virtual”, em que os mesmos têm acesso aos conteúdos em espaços virtuais de aprendizagem dentro e fora da sala de aula.
Em todas as disciplinas há tempos de aprendizagem individual, tempos de aprendizagem colaborativa e tempos de articulação curricular, com desenvolvimento de trabalhos projeto em interdisciplinaridade.
Os docentes do ENSR operacionalizam ações/projetos que têm como pressupostos ativos a articulação de saberes, valorizando as aprendizagens significativas para a vida dos alunos.
Na sala de aula, a organização da mesma decorre das estratégias previstas no Projeto Curricular de Turma e das atividades a desenvolver, privilegiando, sempre que possível, a utilização das TIC e dos espaços exteriores, bem como o desenvolvimento de projetos tais como as Festas de Natal e da Gratidão, assim como as atividades desportivas e literárias e os dias da ciência e das artes, com ações abertas à comunidade educativa e escolar do Município.
Os docentes têm em conta o Perfil do Aluno do ENSR e o Projeto Educativo nas diferentes ações desenvolvidas nas disciplinas e em articulação curricular e/ou em interdisciplinaridade.
Para haver um envolvimento maior dos alunos nos Projetos, existem assembleias entre delegados de turma, diretores de turma e Direção, para definição da intervenção de cada ano nas ações planificadas e para promoção de proposta de projetos que os alunos queiram desenvolver na Escola.

2.2. Avaliação das Aprendizagens
A avaliação no ENSR constitui um vetor que visa favorecer as aprendizagens, numa perspetiva de autorregulação das estratégias de ensino, decorrente dos resultados da avaliação havida pelos alunos.
Num quadro de continuidade pedagógica, há lugar a avaliação diagnóstica, sempre que o docente a veja como necessária, para a ponderação das estratégias de ensino, com enfoque na especificidade de cada aluno e no contexto de turma.
A avaliação formativa faz parte do processo de ensino e de aprendizagem e permite dar ao aluno e ao docente a possibilidade de autorregulação e de melhoria contínua.
No que respeita à avaliação sumativa, os instrumentos privilegiados para a mesma são o exercício escrito de avaliação e/ou ficha de avaliação, que têm como objetivo a verificação das aprendizagens.

2.2.1. Objeto de avaliação
Nos instrumentos de avaliação formativa e sumativa, de acordo com os critérios de avaliação, avaliam-se os conhecimentos, competências específicas e transversais e as atitudes e valores.
No âmbito do Projeto Curricular de Turma, avaliam-se as estratégias desenvolvidas na turma e os objetivos perspetivados pelo Conselho de Turma e/ou ano e pelos alunos, no âmbito das dificuldades e potencialidades da turma.
Os critérios de avaliação das disciplinas, sob proposta dos departamentos, são aprovados em Conselho Pedagógico, explicitados aos alunos em sala de aula e divulgados aos encarregados de educação no Ecommunity no início do ano letivo.

2.2.2. Modalidades de avaliação
As modalidades de avaliação são a diagnóstica, se aplicável, e a formativa e a sumativa.
Ao longo do ano letivo, desenvolver-se-ão mecanismos de avaliação formativa, com base em instrumentos de avaliação diversificados.

2.2.3. Princípios de avaliação
A transparência é o princípio basilar do processo de avaliação e decorre da coerência entre as estratégias pedagógicas implementadas pelos docentes e o avaliado nos instrumentos de avaliação, sabendo-se que os objetivos de aprendizagem, bem como os critérios são do conhecimento dos encarregados de educação, para poder haver um maior acompanhamento entre família e Escola, numa perspetiva de corresponsabilidade educativa.

III. ORGANIZAÇÃO DA ESCOLA E DAS AULAS

A organização da Escola orienta-se pelos documentos emanados pelo Ministério da Educação, não obstante o facto de, no âmbito da autonomia, ser da responsabilidade da Direção da Escola. A explicitação da mesma está inscrita no Regulamento Interno da Escola.
O atendimento aos encarregados de educação por parte dos diretores de turma é semanal, com possibilidade de marcação prévia e comunicação por correio eletrónico. A plataforma disponibilizada pela Escola permite ao encarregado de educação enviar mensagens aos diretores de turma, em caso de dúvidas, visualizar o agendamento dos trabalhos de extensão curricular, avaliações e material necessário para aulas, em casos específicos de projetos para uma determinada disciplina, com conhecimento da calendarização e do cronograma das ações a desenvolver e das tarefas atribuídas ao aluno, bem como de todas as ações de avaliação.

4.1. Unidade de tempo letivo
Os tempos letivos são de 50 minutos, havendo também disciplinas que se encontram organizadas em aulas de 100/150 minutos, que intercalam com os de 50 minutos.

4.2. Critérios para a elaboração de horários dos alunos
Os critérios para a elaboração de horários respeitam o plasmado na Lei, numa conjuntura de horário semanal de 2.º e 3.º ciclos e equilíbrio diário entre as disciplinas de caráter mais prático e mais teórico. O dia inicia com o Bom Dia às 8h20, sabendo-se que o terminus do 2.º ciclo é às 15h30 e do 3.º ciclo, às 16h20, à exceção de quarta-feira e de sexta-feira, com saída à mesma hora, respetivamente às 13h10 e às 15h30. De referir ainda que o intervalo da manhã será das 10h15 às 10h40 e o intervalo do almoço será: 2.º ciclo – 12h20 – 13h50 e 3.º ciclo – 13h10 – 14h40.

4.3. Critérios para a constituição de turmas e grupos de alunos
Pré-escolar
Os critérios para a constituição do grupo decorrem do número de crianças inscritas.

2.º e 3.º ciclos
As turmas são constituídas tendo em conta os critérios plasmados no Regulamento Interno, numa perspetiva de trabalho colaborativo na sala de aula.
Desta forma, os alunos novos têm a oportunidade de terem uma entrevista prévia com a Diretora Pedagógica. A integração dos alunos nas turmas é feita com base no diálogo estabelecido com as docentes titulares do 1.º ciclo, para constituição das turmas do 5.º ano ou com as Escolas de origem dos alunos, não nos cingindo aos documentos constantes no Processo Individual do aluno.

4.4. Trabalho colaborativo
Todos os instrumentos de avaliação resultam de um trabalho colaborativo dos docentes do grupo disciplinar.
O Projeto Curricular de Ano/Turma e Projeto Curricular resultam de um trabalho colaborativo entre os docentes, em conselho de ano/conselho de turma ou reunião de educadoras de infância.
Trabalho colaborativo na sala de aula – com pares de tutores entre alunos; trabalho de grupo; regulação do processo de aprendizagem entre alunos, com heteroavaliação.
No âmbito da afetação da componente não letiva aos docentes/educadoras de infância, há tempos estipulados para reunião de trabalho colaborativo, ora para trabalho em departamento/grupo disciplinar, ora em conselho de ano/de turma.

4.5. Projetos Específicos (atividades de complemento educativo)
De seguida, elencam-se as ações de âmbito pastoral e de complemento educativo, que operacionalizam a educação integral de cada jovem “bom cristão e honesto cidadão”.

Instituto Filhas de Maria Auxiliadora (FMA)
• Campanha missionária – Todos os anos, no mês das missões (outubro), o ENSR junta-se às restantes escolas das FMA, na doação de apoios para uma missão concreta.
• Preparação dos 150 anos do Instituto:
• 2019 / 2020 – Dar Graças: agradecemos de verdade a Deus que nos concede muitas graças.
• 2020 / 2021 – Acolher a entrega a Ti as confio.
• 2021 / 2022 – Projetar com audácia o futuro: “coragem vamos em frente com um coração grande e generoso”.

Diocese de Lisboa
• Renúncia Quaresmal – Na Quaresma, é proposto que os nossos alunos se associem à proposta emanada pela Diocese de Lisboa, contribuindo com as suas renúncias para uma ação concreta definida a nível diocesano.
• Say Yes – A fim de preparar as Jornadas Mundiais da Juventude 2023 em Lisboa, o ENSR continuará associado ao projeto trienal Say Yes que irá catequisar na ação os adolescentes envolvidos.

Paróquia de Cascais
• Catequese – O ENSR é um centro de catequese da Paróquia de Cascais. Dá-se oportunidade aos alunos de realizarem o seu percurso de fé no ambiente escolar, ainda que intimamente ligados ao contexto paroquial.
• Campanha solidária: Amigos à Mão – Na época do Advento, envolve-se a comunidade educativa, especialmente os alunos e os pais, para ajudar famílias carenciadas do nosso concelho com a doação de bens alimentares.

Junta de Freguesia Cascais e Estoril
• O ENSR participa na semana de voluntariado dinamizada pela Junta de Freguesia, em diferentes atividades.

Outras entidades
No âmbito da Pré-Escolar, há a participação em diversos projetos.
• CPCJ – Exposição estendal dos direitos das crianças.
• CPCJ – laço azul.
• IPO – operação Nariz Vermelho (campanha de solidariedade).

Para além das atividades relacionadas com as parcerias acima mencionadas, temos algumas propostas concretas na experiência salesiana da Escola em pastoral:
• Bom Dia – momento de oração e reflexão diário.
• Celebração das festas – momentos de vivência do Carisma Salesiano com a participação da comunidade educativa (ex.: Natal, S. João Bosco, Gratidão e Maria Auxiliadora).
• Jogos Nacionais Salesianos.
• Atividades do Movimento Juvenil Salesiano (ex.: encontros de pré-adolescentes e adolescentes, encontros com DB – MM, dia nacional do MJS, acampamento nacional do MJS).

Projetos Específicos/Atividades de Complemento Educativo
O ENSR oferece, para além das referidas anteriormente, as seguintes atividades facultativas e de caráter semanal. As atividades funcionam em regime semanal e o seu horário definitivo é dado a conhecer no início do ano letivo.
• Catequese, para todos os alunos
Como já foi referido, o ENSR é um centro de catequese da Paróquia de Cascais. Auxiliam nesta missão evangelizadora, as irmãs e alguns leigos (educadores, avós, pais, antigos alunos) que disponibilizam do seu tempo para “levar Jesus aos jovens”. Sendo uma atividade facultativa, não deixa de ser uma oportunidade apreciada e procurada por muitas crianças e jovens que se questionam sobre a sua dimensão espiritual e mais concretamente, sobre a sua relação com Deus. Alguns destes jovens participam ativamente na animação litúrgica da missa dominical que se celebra semanalmente na capela da escola.

• Clube de Voluntariado, para alunos de 2.º e 3.º ciclos
O Clube de Voluntariado tem como objetivo ajudar os alunos a conhecer e crescer nos valores cristãos e salesianos, descobrindo as suas capacidades e desenvolvendo-as em prol da comunidade. Destina-se a todos os alunos que estejam disponíveis a crescer com os outros ao serviço do meio social envolvente. As ações de voluntariado decorrem em colaboração com algumas associações da zona.

• Clube de Modelismo, para alunos de 2.º e 3.ºciclos
O Clube de Modelismo visa desenvolver a concentração, a destreza manual e organização e estimular e desenvolver o espírito de equipa e trabalho de grupo através da criação de maquetas e modelos e da participação em exposições e concursos.

• Clube das Artes, para alunos do 3.º ciclo
O Clube das Artes incute nos alunos o gosto pela Arte, promove a criatividade, a descoberta, as várias expressões artísticas e o conhecimento ao nível da História da Arte. Compete ainda a este Clube apoiar a realização de todo o género de cenários e adereços relativos a festas e outras atividades que se realizam na escola.

IV. OPERACIONALIZAÇÃO DAS ÁREAS DE INTERVENÇÃO DO PE

Pré-escolar

2.º e 3.º ciclos

V. AVALIAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO CURRICULAR

A avaliação do desenvolvimento curricular é feita junto da comunidade educativa anualmente ou de dois em dois anos, através de um questionário anónimo aos docentes, alunos e encarregados de educação.
A divulgação dos resultados obtidos na avaliação é feita junto dos alunos no contexto de turma e aos encarregados de educação em reunião presencial no início do ano letivo.

CONCLUSÃO

O Projeto Curricular de Escola é um documento orientador para o ano letivo e de gestão do que são os objetivos estratégicos para o ano letivo 20-21, numa ótica de oportunidade de melhoria contínua, no que respeita à avaliação/monitorização das ações/metas/indicadores inscritos no mesmo.

A Direção


A Direção